sexta-feira, 30 de julho de 2010

30 de Julho

Inventário Habitual

“Continuar fazendo o inventário pessoal significa que criamos o hábito de olhar regularmente para nós mesmos, nossas ações, atitudes e relacionamentos.”
Texto Básico - p.45


Fazer um inventário habitual é um elemento chave em nosso novo padrão de vida. Em nossa adicção ativa, nós nos examinávamos o mínimo possível. Não estávamos contentes com a maneira pela qual vivíamos nossas vidas, mas não sentíamos que podíamos modificar nossa maneira de viver. Sentíamos que o auto-exame seria um exercício doloroso e fútil.
Hoje, tudo isto está mudando. Impotentes perante nossa adicção, encontramos um Poder Maior do que nós mesmos que nos ajudou a parar de usar. Onde antes nos sentíamos perdidos na confusão da vida, encontramos direção na experiência de nossos companheiros em recuperação e em nosso contato cada vez melhor com nosso Poder Superior. Não precisamos nos sentir presos por nossos antigos padrões destrutivos. Podemos escolher viver de maneira diferente.
Ao estabelecer um padrão regular de fazer um inventário pessoal, nos damos a oportunidade de modificar qualquer coisa em nossas vidas que não esteja funcionando. Se tivermos começado a fazer alguma coisa que nos traz problemas, podemos começar a mudar nosso comportamento antes que ele se torne algo fora de nosso controle. E se estivermos fazendo coisas que evitem problemas, podemos anotar isso também e nos encorajar a continuar fazendo aquilo que funciona.

Só por hoje: eu vou me comprometer a incluir um inventário habitual em meu novo padrão de vida."

quinta-feira, 29 de julho de 2010

29 de Julho

Expectativas

 

“Quando percebemos a nossa necessidade de sermos perdoados, temos a tendência de perdoar mais.”
Texto Básico - p.43

Nosso comportamento com relação a outras pessoas é o espelho de nosso comportamento com relação a nós mesmos. Quando exigimos perfeição de nós mesmos, acabamos também exigindo perfeição daqueles a nossa volta. Ao nos esforçar para consertar e melhorar nossas vidas através da recuperação, podemos ter a expectativa de que outros irão trabalhar tão intensamente e se recuperarão no mesmo ritmo que nós. E, da mesma maneira com que frequentemente somos intransigentes para com nossos próprios erros, podemos excluir amigos ou membros da família quando eles não preenchem nossas expectativas.
Trabalhar os passos nos ajuda a compreender nossas próprias limitações e nossa humanidade. Passamos a ver nossas falhas como erros humanos. Percebemos que nunca seremos perfeitos e que haverá momentos em que desapontaremos a nós mesmos e a outros. Temos a esperança do perdão.
Ao aprender como nos aceitar gentilmente, podemos começar a olhar para os outros com a mesma atitude de aceitação e tolerância. Estas pessoas também são apenas humanas, tentando fazer o melhor de si e, às vezes, falhando.

Só por hoje: eu vou tratar os outros com a tolerância e o perdão que busco para mim mesmo."

28 de Julho

Segredos e intimidade

 

“Temíamos que, se alguma vez revelássemos como éramos de fato, certamente seríamos rejeitados.”
Texto Básico - p.34

Ter relacionamentos sem barreiras, em que podemos ser totalmente abertos sobre nossos sentimentos, é algo que muitos de nós desejam. Ao mesmo tempo, a possibilidade de uma intimidade assim nos causa mais medo do que qualquer outra situação na vida.
Se examinarmos o que nos amedronta, geralmente descobriremos que estamos tentando esconder algum aspecto de nossas personalidades do qual nos envergonhamos, um aspecto que, às vezes, ainda não admitimos nem a nós mesmos. Não queremos que os outros saibam de nossas inseguranças, de nossa dor ou de nossas necessidades; então, simplesmente nos recusamos a mostrá-las. Podemos achar que, se ninguém souber a respeito das nossas imperfeições, elas deixam de existir.
Este é o ponto até onde vão nossos relacionamentos. Qualquer um que entrar em nossas vidas não ultrapassará o ponto onde começam nossos segredos. Para manter a intimidade em um relacionamento, é essencial que tomemos conhecimento de nossos defeitos e que os aceitemos. Quando fazemos isto, a fortaleza da negação, erguida para manter estas coisas escondidas, desmoronará, nos permitindo construir relacionamentos com outras pessoas.

Só por hoje:Eu tenho oportunidades de partilhar meu eu interior. Vou aproveitar estas oportunidades e me aproximar daqueles que amo."

terça-feira, 27 de julho de 2010

27 de Julho

Nós nos Recuperamos

“Depois de chegarmos a NA, nós nos encontramos entre um grupo muito especial de pessoas que haviam sofrido como nós e encontrado recuperação. Encontramos esperança através das experiências compartilhadas livremente. Se o programa funciona para elas, funcionaria para nós.”
Texto Básico - p. 11

Um recém-chegado entra em sua primeira reunião tremendo e confuso. As pessoas estão agitadas. O lanche e a literatura estão sendo preparados. A reunião começa depois que todos escolheram suas cadeiras e se ajeitaram nelas. Depois de lançar um olhar confuso para a estranha aglomeração de pessoas na sala, o recém-chegado pergunta: “Porque é que eu confiaria minha vida a este grupo? No final das contas, são só um bando de adictos quanto eu.”
Mesmo que possa ser verdade que muitos dos membros não tinham muita coisa para nos passar quando chegamos aqui, o recém-chegado logo aprende que o que conta é a maneira como vivemos hoje. Nossas reuniões estão cheias de adictos cujas vidas se modificaram completamente. Contradizendo todas as probabilidades, estamos nos recuperando. O recém-chegado póde se identificar com o nosso passado e extrair esperança de nosso presente. Hoje, todos nós temos a oportunidade de nos recuperar.
Sim, podemos confiar com segurança nossas vidas a um Poder Superior e a Narcóticos Anônimos. Enquanto estivermos praticando o programa, o resultado é certo: a libertação da adicção ativa e uma melhor maneira de viver.

Só por hoje: A recuperação que encontrei em Narcóticos Anônimos é uma coisa certa. Sei que vou crescer se basear minha vida nela."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

26 de Julho

Rendição Incondicional

 

“A ajuda aos adictos só começa quando somos capazes de admitir a completa derrota. Pode ser assustador, mas é o alicerce sobre o qual construímos nossas vidas.”
Texto Básico - p. 23

A maioria de nós tentou tudo que podia imaginar e esgotou até as últimas forças para preencher o vazio espiritual dentro de nós. Nada - drogas, controle e administração, sexo, dinheiro, propriedade, poder ou prestígio - nada preenchia o vazio. Somos impotentes; nossas vidas, pelo menos por nossos próprios esforços, são incontroláveis. Nossa negação não vai modificar este fato.
Então, nos rendemos. Pedimos a um Poder Superior que cuide de nossas vontades e nossas vidas. Às vezes, ao nos render, não sabemos que um Poder maior do que nós existe e pode nos devolver a plenitude. Às vezes, não temos certeza se o Deus de nossa compreensão irá cuidar de nossas vidas incontroláveis. Nossa falta de certeza, entretanto, não afeta a verdade essencial: somos impotentes. Nossas vidas são incontroláveis. Precisamos nos render. Somente assim, podemos nos abrir o bastante para que nossas velhas idéias e os destroços do passado possam ser amplamente removidos e um Poder Superior possa entrar.

Só por hoje:Eu vou me render incondicionalmente. Posso escolher fazê-lo tão fácil ou tão difícil quanto quiser. De qualquer forma, vou me render."

25 de Julho

Fracasso do Décimo Segundo Passo

“Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outros adictos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.”
Passo Doze

Não existe “fracasso” do Décimo-Segundo Passo. Mesmo se a pessoa que abordamos não ficar limpa, já atingimos dois objetivos: plantamos a semente da recuperação na mente do adicto com quem partilhamos nossa experiência, força e esperança; e nós mesmos nos mantivemos limpos por mais um dia. Raramente um adicto em recuperação sai de um Décimo-Segundo Passo com algo a menos do que uma profunda gratidão.
Às vezes, estamos praticando o Décimo-Segundo Passo sem perceber. Quando nossos colegas de trabalho ou conhecidos conhecem nossa história e vêem o tipo de pessoa que somos hoje, saberão por quem procurar quando tiverem um amigo ou pessoa amada precisando de nossa ajuda. Muitas vezes, somos a melhor atração que NA tem para oferecer.
Para muitos adictos, o Décimo-Segundo Passo é o alicerce da recuperação. Nós realmente acreditamos que “somente podemos manter o que temos quando partilhamos”. O paradoxo do Décimo-Segundo Passo é evidente: quando damos, recebemos.

Só por hoje: eu vou me lembrar de que sou um exemplo vivo do Décimo-Segundo Passo. Quando tentar levar a mensagem para outro adicto, não poderei fracassar."

24 de julho

“Temos que abandonar as máscaras”

“... encobrimos a nossa pouca auto-estima, esperando
enganar as pessoas com imagens falsas.(...)
Temos que abandonar as máscaras ”.

Texto Básico, p. 35

Hiper-sensibilidade, insegurança e falta de identidade são, freqüentemente, associadas a adicção ativa. Muitos de nós levamos estas características para a recuperação; nossos medos de inadequação, rejeição e falta de orientação não desaparecem da noite para o dia. Muitos de nós temos imagens, personalidades falsas que construímos, seja para nos proteger, seja para agradar a outros. Às vezes, pensamos que estas imagens, construídas para nos proteger enquanto usávamos, podem também nos proteger em recuperação.
Utilizamos caras falsas para esconder nossa verdadeira personalidade, para disfarçar nossa falta de auto-estima. Estas máscaras nos escondem de outros, e também, de nosso verdadeiro ser. Vivendo uma mentira, estamos dizendo que não podemos conviver com a verdade sobre nós mesmos. Quanto mais escondemos nosso verdadeiro ser, mais danificamos nossa auto-estima.
Um dos milagres da recuperação é o reconhecimento de nós mesmos, por inteiro, com nossas qualidades e limitações. A auto-estima começa com este reconhecimento. Apesar de nosso medo de nos tornar vulneráveis, precisamos estar dispostos a abrir mão de nossos disfarces. Precisamos nos libertar de nossas máscaras e nos torna livres para confiar em nós mesmos.



Só por hoje: Eu vou abrir mão de minhas máscaras e permitir que minha auto-estima cresça.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

23 de julho

Abrindo mão da vontade egocêntrica

“Queremos e exigimos que as coisas corram sempre à nossa maneira. Deveríamos saber, pela nossa experiência passada, que a nossa
maneira de fazer as coisas não funcionou“.

Texto Básico, p. 101


Todos nós temos idéias, planos e objetivos para nossas vidas. Não há nada no Programa de NA que diga que não deveríamos pensar por nós mesmos, tomar iniciativa e colocar planos responsáveis em ação. Mas, quando nossas vidas são movidas pela vontade egocêntrica, nós nos envolvemos em problemas.
Quando estamos vivendo movidos por nossa vontade egocêntrica, vamos além de pensar por nós mesmos, pensamos somente em nós mesmos. Esquecemos que somos apenas uma parte do mundo e que, seja qual for a força pessoal que tivermos, ela provém de um Poder Superior. Podemos chegar ao ponto de imaginar que as outras pessoas existem somente para cumprir nossas ordens. Rapidamente, nos encontramos disputando tudo e com todos à nossa volta.
Nessa altura, temos duas escolhas: ou continuar escravizados à nossa vontade egocêntrica, fazendo exigências sem sentido e ficando frustrados porque o mundo não gira à nossa volta; ou nos render, relaxar, buscar o conhecimento da vontade de Deus e o poder de realizar esta vontade, encontrando o caminho de volta para uma condição de paz com o mundo. Pensar, tomar iniciativa, fazer planos responsáveis; não há nada de errado com estas coisas, contanto que elas sirvam à vontade de Deus, não meramente a nossa.


Só por hoje: Eu planejarei fazer a vontade de Deus e não a minha. Se me descobrir disputando tudo à minha volta, vou abrir mão de minha vontade egocêntrica.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

22 de Julho

Morte Espiritual

“Para nós, usar é morrer em todos os sentidos.”
Texto Básico - p.89

Como recém-chegados, muitos de nós vieram a sua primeira reunião com apenas uma pequena centelha de vida. Esta centelha, nosso espírito, quer sobreviver. Narcóticos Anônimos nutre este espírito. O amor da irmandade rapidamente sopre esta centelha até que ela se torne uma chama. Com os Doze Passos e o amor de outros adictos em recuperação, começamos a florescer como aquele ser humano inteiro, vital, que nosso Poder Superior planejou. Começamos a apreciar a vida, encontrando um propósito para nossa existência. Cada dia que escolhemos nos manter limpos, nosso espírito é revitalizado e cresce o relacionamento com nosso Deus. Cada dia que escolhemos a vida, nos mantendo limpos, nosso espírito fica mais forte.
Apesar do fato de que nossa nova vida em recuperação é recompensadora, a ânsia de usar pode ser, às vezes, esmagadora. Quando tudo em nossas vidas parece dar errado, uma volta ao uso pode parecer a única saída. Mas sabemos qual será a conseqüência se usarmos: a perda de nossa espiritualidade cuidadosamente nutrida. Já fomos muito longe em nosso caminho espiritual para desonrar nosso espírito com o uso. Apagar a chama espiritual que, em nossa recuperação, nos esforçamos tanto para restaurar, é pagar um preço muito alto para ficar drogado.

Só por hoje:Eu estou grato por meu espírito estar forte e vivo. Hoje, honrarei este espírito permanecendo limpo."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

21 de Julho

Rendição é para Todos

“Se, após algum tempo, sentimos dificuldades com a nossa recuperação, é porque, provavelmente, paramos de fazer alguma das coisas que nos ajudaram nas fases iniciais da recuperação.”
Texto Básico - p104

Rendição é só para os recém chegados, certo? Errado!
Depois de estar aqui há algum tempo, alguns cedem a um estado muito próprio dos membros antigos. Pensamos que sabemos alguma coisa sobre recuperação, sobre Deus, sobre NA, sobre nós mesmos - e sabemos. O problema é que pensamos saber bastante e pensamos que simplesmente saber já é o bastante. Mas o que faz a diferença é o que aprendemos e o que fazemos depois de acharmos saber tudo.
A presunção e a complacência podem nos levar a ter sérios problemas. Quando descobrimos que “aplicar os princípios” com nossa própria força simplesmente não funciona, podemos praticar o que funcionou para nós no começo: a rendição. Quando descobrimos que ainda somo impotentes, com nossas vidas novamente incontroláveis, precisamos buscar o cuidado de um Poder Maior do que nós mesmos. E, quando descobrimos que a autoterapia, no final das contas, não é tão terapêutica assim, precisamos tirar vantagem “do valor terapêutico da ajuda de um adicto ao outro.”

Só por hoje:Eu preciso de orientação, apoio bem como de um Poder além de meu próprio. Irei a uma reunião, me aproximarei do recém-chegado, ligarei para meu padrinho/madrinha e farei preces para meu Poder Superior - enfim, farei algo que diga: “eu me rendi”."

terça-feira, 20 de julho de 2010

20 de Julho

Passo Um

“Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção, que nossas vidas tinham se tornado incontroláveis.”
Passo Um

O Primeiro Passo começa com “admitirmos”, e há uma razão para isso.Existe uma grande força em admitir nossa impotência verbalmente. E quando vamos a uma reunião e fazemos esta admissão, ganhamos mais que apenas força pessoal. Tornamo-nos membros, parte de um “nós” coletivo que nos permite, juntos, nos recuperar de nossa adicção. Ao nos tornarmos membros de NA, recebemos uma fonte de experiência: a experiência de outros adictos que encontraram um caminho para a recuperação de sua doença.
Não precisamos mais tentar resolver o enigma de nossa adicção sozinhos. Quando honestamente admitimos nossa impotência perante a adicção, podemos iniciar a procura de uma maneira melhor de viver. Não estaremos buscando sozinhos - estamos em boa companhia.

Só por hoje:Eu iniciarei o dia admitindo minha impotência perante a adicção. Vou lembrar-me de que o Primeiro Passo começa com “admitirmos”, e saber que nunca vou precisar estar sozinho com minha doença outra vez."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

19 de Julho

Realizando nossos Sonhos

“Os sonhos que abandonamos há muito tempo podem, agora, tornar-se realidade.”
Texto Básico - p.77

Todas as coisas começam com um sonho. Mas quantos de nós concretizaram seus sonhos quando usavam? Mesmo que tenhamos encontrado meios de completar algo que havíamos começado, nossa adicção normalmente nos roubou qualquer sentimento de prazer por nossa realização. Talvez, quando usávamos, sonhávamos com o dia em que ficaríamos limpos. Este dia chegou. Podemos utilizar este dia para fazer nossos sonhos se tornarem realidade.
Para realizar nossos sonhos, precisamos entrar em ação, mas nossa falta de autoconfiança pode nos paralisar. Podemos começar por traçar metas realistas. O sucesso que experimentamos ao realizar nossos objetivos nos permite ter sonhos maiores da próxima vez.
Alguns membros partilham que, quando eles comparam as ambições que tinham quando ficaram limpos, com as que eles efetivamente alcançaram em recuperação, ficam assustados. Em recuperação, frequentemente vemos mais sonhos se tornarem realidade do que jamais poderíamos imaginar.

Só por hoje:Eu me lembrarei de que todas as coisas começam com um sonho. Hoje irei permitir a mim mesmo fazer com que meus sonhos se tornem realidade."

18 de Julho

A dádiva do desespero

“Nossa doença sempre ressurgia ou continuava progredindo até que, em desespero, buscamos ajuda entre nós em Narcóticos Anônimos.”
Texto Básico - p.14

Quando pensamos em desespero, visualizamos um estado indesejável: uma pobre alma em frangalhos, que se agarra freneticamente a algo de que necessita de modo excessivo, com um olhar de desespero. Pensamos em animais sendo caçados, crianças famintas e em nós mesmos antes de encontrar NA.
Foi o desespero que sentimos antes de vir para NA que nos levou a aceitar o Primeiro Passo. Por haver esgotado nossas idéias, nos tornamos abertos para novas. Nossa insanidade havia crescido mais que as paredes de nossa negação, nos forçando a ser honestos sobre nossa doença. Nossos melhores esforços para estar no controle só nos levou à derrota, foi quando nos prontificamos para nos render. Havíamos recebido a dádiva do desespero e, como resultado, nos tornamos capazes de aceitar os princípios espirituais que tornam possível nossa recuperação.
Desespero é o que finalmente leva muitos de nós a pedir ajuda. Uma vez que alcançamos este estado, podemos dar a volta e começar tudo de novo. Tal como o desespero do animal que está sendo caçado o leva a procurar um refúgio seguro, assim nós o fizemos em Narcóticos Anônimos.

Só por hoje:A dádiva do desespero me ajudou a ser honesto, a ter a mente aberta e disposta. Sou grato por esta dádiva porque tornou minha recuperação possível."

17 julho

A utilidade de "sonhar que estamos usando"

“Aceitamos completamente o fracasso em todas as nossas tentativas de parar de usarmos de usar controladamente?”
Texto Básico - p.20

O quarto está escuro. Sua testa está banhada em suor frio. Seu coração está acelerado. Você abre os olhos, certo de que acabou de perder seu tempo limpo. Você sonhou “que estava usando” e foi como se realmente acontecido - as pessoas, os lugares, a rotina, a sensação horrível no estômago, tudo. Leva alguns momentos para perceber que foi apenas um pesadelo, que não aconteceu de verdade. Devagar você se acalma e volta a dormir.
Na manhã seguinte é o momento de examinar o que ocorreu na noite anterior. Você não usou na noite passada - mas quão perto você está de usar hoje. Você tem alguma ilusão sobre sua capacidade de controlar o uso? Você sabe, sem dúvida, o que aconteceria se você usasse aquela primeira droga? O que o impede de recair? Seu programa está forte? E os relacionamentos com seu padrinho/madrinha, seu grupo de escolha e seu Poder Superior?
Sonhar que estamos usando não significa necessariamente uma falha em nosso programa; para um adicto, não há nada mais natural do que sonhar em usar drogas. Alguns de nós acreditam que sonhar que estamos usando é um presente de nosso Poder Superior, intensamente nos lembrando o quanto é insana nossa adicção ativa e nos encorajando a fortalecer nossa recuperação. Visto por este ângulo, podemos nos sentir gratos por nossos sonhos em que estamos usando. Aterrorizantes como são, podem provar serem uma grande benção - se os usarmos para fortalecer nossa recuperação.

 
Só por hoje:Eu examinarei meu programa pessoal. Falarei com meu padrinho/madrinha sobre o que percebo e procurarei maneiras de fortalecer minha recuperação."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

16 de Julho

Auto-Estima

 

“Lá no fundo, eu guardava sentimentos de inadequação e inferioridade”
Basic Text - p112*

Em algum lugar, ao longo de nossa caminhada, muitos de nós desenvolveram fortes sentimentos de inadequação e inferioridade. Lá no fundo havia uma voz que gritava continuamente: “Você não vale nada!” Muitos de nós aprenderam a reconhecer esta característica de baixa auto-estima bem no início de nossa recuperação. Alguns de nós podem achar que nossos sentimentos de inferioridade foram o início de todos os nossos problemas.
Quer tenhamos aprendido esta baixa auto-estima em nossas famílias, quer através de nossas interações com os outros, em NA aprendemos a utilizar as ferramentas para nos recuperar. Reconstruir nossa auto-estima despedaçada, às vezes, começa por simplesmente aceitar um encargo no serviço. Talvez nosso telefone comece a tocar e, pela primeira vez, as pessoas estejam ligando para saber como estamos. Elas não querem nada de nós, a não ser estender a mão e ajudar.
Em seguida conseguimos um padrinho/madrinha que nos ensina que somos dignos e acredita em nós até que possamos acreditar em nós mesmos. Nosso padrinho/madrinha nos guia através dos Doze Passos, onde aprendemos quem realmente somos e não o que construímos ou destruímos a respeito de nós mesmos.
Baixa auto-estima não desaparece do dia para a noite. Às vezes, leva anos para que nós realmente entremos em contato conosco. Mas, com a ajuda de outros membros de NA que partilham nossos sentimentos e com a prática dos Doze Passos, nos tornamos indivíduos que os outros e, o mais importante, nós mesmos respeitamos.

Só por hoje: eu me lembrarei que sou merecedor do amor de meu poder Superior. Sei que sou um ser humano de valor.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Só por hoje



Diga a si mesmo:
Só por hoje meus pensamentos estarão na minha recuperação, viver e gozar a vida sem o uso de drogas.
Só por hoje terei fé em alguém de NA que acredita em mim e quer me ajudar na minha recuperação.
Só por hoje terei um programa. Vou tentar segui-lo o melhor de minha capacidade.
através de NA, vou tentar obter um melhor perspectiva em minha vida.
Só por hoje não terei medo. Meus pensamentos estarão em minha novas associações, pessoas que não estão usando e
que encontraram uma nova forma de vida. Enquanto eu sigo Dessa forma, não tenho nada a temer

Quando viemos para o programa de Narcóticos Anônimos, que tomou a decisão de transformar a nossa
vidas aos cuidados de um Poder Superior. Esta rendição alivia a carga do passado eo medo. do futuro.
O dom de hoje está agora em perspectiva adequada. Nós aceitamos e aproveitar a vida como ela é agora. Quando nos recusamos a aceitar a realidade de hoje, estamos negando a nossa fé em nosso. Poder Superior. Isso só pode trazer mais sofrimento.
Aprendemos que hoje é uma dádiva, sem garantias. Com isto em mente, a insignificância do. passado e futuro, bem como a importância de nossas ações de hoje, torna-se real para nós. Isso simplifica nossas vidas.
Quando focamos o nosso pensamento hoje o pesadelo de drogas desaparece, ofuscada pela o alvorecer de uma nova realidade. Descobrimos que, quando estamos preocupados, podemos confiar em nossos sentimentos outro adicto em recuperação. Ao compartilhar nosso passado com outros viciados, descobrimos que não somos único, que compartilhamos laços comuns. Conversando com outros membros de NA, quer compartilhar o provações e tribulações do nosso tempo com eles ou permitindo que eles compartilhem com seus nós, é uma forma nossa maior obra de energia através de nós.
Nós não temos necessidade de temer, se hoje nós ficar limpo, perto de nosso Poder Superior e os nossos NA amigos. Deus perdoou-nos por nossos erros do passado, e amanhã ainda não está aqui. Meditação e um inventário pessoal nos ajude a ganhar serenidade e orientação durante todo este dia. Nós levar alguns momentos de nossa rotina diária para agradecer a Deus, como nós entendemos Deus, por nos dar a habilidade de lidar com a de hoje. “Just for today” "Só por hoje" se aplica a todas as áreas de nossas vidas, não apenas a abstinência de drogas. A realidade tem que ser tratadas em uma base diária. Muitos de nós sentimos que Deus não espera mais de nós do que para fazer o coisas que somos capazes de fazer hoje.
De Trabalho do programa, os Doze Passos de NA, nos deu uma nova perspectiva sobre as nossas vidas. Hoje, já não precisamos de inventar desculpas para quem nós somos. Nosso contato diário com maior Power enche os lugares vazios dentro do que jamais poderia ser preenchida antes. Temos satisfação em encontrar


 Com o nosso Poder Superior nos guiando, perdemos o desejo de usar. Perfection is no A perfeição não é
 mais um gol hoje, nós podemos conseguir a adequação.
 É importante lembrar que qualquer adicto que pode ficar limpo para um dia é um milagre.
Indo às reuniões, trabalhar os passos, a meditação diária, e conversando com as pessoas no programa
são coisas que fazemos para permanecer espiritualmente saudável. Responsible living is possible. Responsável vida é possível.
 Podemos substituir a solidão eo medo com o amor da irmandade e da segurança de uma nova
Nós nunca estar sozinho novamente. In the fellowship, we have made more true Na comunhão, nós fizemos mais verdadeiro
amigos que nós nunca acreditou possível.
Auto-piedade e ressentimentos são substituídos pela tolerância
Nós temos a liberdade, a serenidade ea felicidade que tanto procurava desesperadamente.
Muita coisa acontece em um dia, tanto negativas como positivas.
Se não tomarmos tempo para apreciar
ambos, talvez venhamos a perder algo que vai nos ajudar a crescer.
Nossos princípios de vida guiará
nos de recuperação quando usá-los.
Achamos que é necessário continuar a fazê-lo em uma base diária.

 

15 de julho

Relações com os outros



“Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado

e dispusemo-nos a fazer reparações a todas elas“.



Passo Oito

Todos os seres humanos se debatem com o egocentrismo. O egocentrismo crônico, que reside na essência da adicção, torna esse esforço duplamente difícil para pessoas como nós. Muitos de nós temos vivido como se fôssemos às últimas pessoas na terra, completamente cegos para o efeito que nosso comportamento tem para aqueles a nosso redor. O Oitavo Passo é o processo que nosso programa tem nos dado para examinar honestamente nossas relações passadas. Damos uma olhada no que escrevemos em nosso Quarto Passo, para identificar os efeitos que nossas ações tiveram nas pessoas em nossas vidas. Quando reconhecemos o prejuízo que causamos a essas pessoas, nos prontificamos a nos responsabilizar por nossas ações, fazendo reparações a elas. A variedade de pessoas que encontramos em nosso dia a dia, bem como a qualidade de nossas relações com elas determinam de muitas maneiras a qualidade de nossas vidas. Amor, humor, entusiasmo, interesse – as coisas que fazem a vida valer a pena decorrem do fato de ser partilhadas com os outros. Entendendo isso, queremos descobrir a natureza exata de nossas relações com outras pessoas e corrigir qualquer falha que possamos vir a encontrar nessas relações. Queremos trabalhar o Oitavo Passo.

 

Só por hoje: Eu quero aproveitar completamente o companheirismo de meus amigos. Vou examinar meus relacionamentos com as pessoas em minha vida. Quando perceber que prejudiquei outras pessoas, vou procurar boa vontade para fazer reparações a elas.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

14 de Julho

Um trabalho interior

“Aceitação social não significa recuperação.”
Texto Básico - p.23

Uma das primeiras coisas que acontecem com muitos de nós, em recuperação, é que começamos a ter uma aparência melhor. Ficamos mais saudáveis; tomamos banho; nos vestimos mais adequadamente. Sem o fato da adicção ativa, muitos de nós param de roubar, mentir e vagabundar. Começamos a ter uma aparência normal - só por ter retirado as drogas.
Ter uma aparência normal é bem diferente de ser normal. Aceitação aos olhos da sociedade é um benefício da recuperação. Podemos desfrutar os benefícios da recuperação, mas devemos cuidar de nutrir sua verdadeira fonte. Recuperação duradoura não é encontrada na aceitação dos outros, mas no crescimento interior posto em ação pelos Doze Passos.

Só por hoje:Eu sei que uma boa aparência não é suficiente. Recuperação duradoura é um trabalho interior." 
 
 

13 de julho

Humildade em ação

“Aprendemos a pedir ajuda quando estamos magoados, e a maioria de nós se sente assim de tempos em tempos.”
Texto Básico - p.91

Algumas vezes a recuperação fica difícil demais. Pode ser ainda mais difícil ser suficientemente humilde para pedir ajuda. Pensamos: “Eu tenho todo esse tempo limpo. Eu deveria estar melhor do que estou!” Mas a realidade da recuperação é simples: quer tenhamos trinta dias ou trinta anos limpos, devemos ter boa vontade para pedir ajuda quanto precisamos.
Humildade é um tema comum em nossos Doze Passos. O Programa de Narcóticos Anônimos não tem nada a ver com manter aparências. Em vez disso, o programa nos ensina a aproveitar o máximo nossa recuperação. Precisamos ter boa vontade para expor nossas dificuldades se esperamos buscar soluções para os problemas que apareçam em nossas vidas.
Existe uma expressão antiga que às vezes é ouvida em Narcóticos Anônimos: não podemos livrar nossa cara e salvar nossa pele ao mesmo tempo. Não é fácil partilhar em uma reunião, quando temos muito tempo limpos, e desmanchar em lágrimas, porque a vida sendo como ela é, nos fez reconhecer nossa impotência. Mas quando a reunião termina e um outro membro chega perto e diz: “Sabe, eu precisava muito ouvir o que você disse”, sabemos que existe um Deus trabalhando em nossas vidas.
O gosto da humildade nunca é amargo. As recompensas por sermos humildes, pedindo ajuda, adoçam nossa recuperação.

Só por hoje:Se eu precisar de ajuda, vou pedir. Vou colocar humildade em ação em minha vida."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

12 de Julho

Paciência

“Fomos capturados pela necessidade de satisfação imediata que as drogas nos davam.”
Texto Básico - p.27

“Eu quero porque quero e quero agora!” Foi o máximo de paciência que a maioria de nós conseguiu ter durante nossa adicção ativa. A obsessão e a compulsão de nossa doença só nos deram uma alternativa de pensamento; quando queríamos alguma coisa, só pensávamos nisso. Aprendemos com o uso que bastava uma dose para ter satisfação imediata. Não é surpresa que a maioria de nós chegou a Narcóticos Anônimos sem a menor paciência.
O problema é que não podemos ter sempre o que queremos, na hora que queremos. Alguns de nossos desejos são pura fantasia; se pararmos para pensar, chegaremos à conclusão de que não temos nenhum motivo para acreditar que esses desejos serão realizados durante o período em que vivemos. Provavelmente não podemos realizar nem mesmos todos os nossos desejos realistas. Certamente não podemos realizá-los de uma só vez. Para adquirir ou alcançar algumas coisas, teremos que sacrificar outras.
Em nossa adicção procurávamos satisfação imediata, esgotando nossos recursos. Em recuperação, precisamos aprender a priorizar, algumas vezes abrindo mão da satisfação de alguns desejos para alcançar objetivos mais importantes a longo prazo. Fazer isso requer paciência. Para encontrar essa paciência, praticamos nosso programa de recuperação, procurando o modo abrangente de despertar espiritual que nos permitirá viver e desfrutar da vida como ela é.

Só por hoje: Poder Superior, me ajude a descobrir o que é mais importante em minha vida. Me ajude a aprender a ser paciente, para que eu possa empregar meus recursos nas coisas mais importantes."

11 de julho

Encorajamento

“Partilhamos com os outros bem-estar e encorajamento“.

Texto Básico, p. 107


Muito de nós já observaram como os bebês dão o primeiro passo. A mãe segura a criança em pé. O pai se ajoelha perto com os braços estendidos, encorajando a criança com seu rosto transbordando de afeto. O bebê dá alguns passos em direção a seu pai, um irmão mais velho e uma irmã batem palmas para a façanha. O bebê cai. A mãe dele, murmurando palavras de conforto, levanta a criança e começa tudo de novo. Dessa vez, o bebê fica de pé até estar bastante perto para cair na segurança dos braços do pai.
Como recém-chegados, ingressamos nas salas de NA de forma muito parecida com essa criança. Acostumados a viver uma vida distorcida pela adicção, cheios de medo e incerteza, precisamos de ajuda para ficar em pé. Exatamente como uma criança começando sua marcha para a fase adulta, damos nossos primeiros passos hesitantes em direção à recuperação. Aprendemos essa nova maneira de viver porque outros que passaram por isso e nos encorajam dizendo o que funcionou – e o que não funcionou – para eles. Nosso padrinho/madrinha está presente quando precisamos de um empurrão na direção certa.
Muitas vezes nos sentimos incapazes de dar mais um passo em recuperação. Exatamente como uma criança aprendendo a andar, às vezes tropeçamos ou caímos. Mas nosso Poder Superior sempre nos espera de braços abertos. Como os irmãos da criança que a encorajam, também somos ajudados por outros membros de NA enquanto caminhamos em direção a uma vida plena em recuperação.


Só por hoje: Eu vou procurar o encorajamento dos outros. Vou encorajar outros que podem precisar de minha força.

10 de julho

 Uma atitude positiva

“Aquele velho ninho de negatividade me seguiu
por todos os lugares em que eu andei”.

Basic Text, p. 135*


O comportamento negativo é a marca registrada da adicção ativa. Tudo que aconteceu em nossa vida foi por causa de alguém ou de alguma coisa. Fizemos de culpar os outros por nossos defeitos uma ciência exata. Em recuperação, uma das primeiras coisas que lutamos para desenvolver é uma nova atitude. Descobrimos que a vida fica bem mais fácil quando substituímos pensamentos negativos por princípios positivos.
A atitude negativa, que nos dominava na adicção ativa, freqüentemente pode nas acompanhar nas salas de Narcóticos Anônimos. Como podemos começar a corrigir nossas atitudes? Mudando nossas ações. Não é fácil, mas pode ser feito.
Podemos começar prestando atenção ao modo como falamos. Antes de abrir nossas bocas, fazemos algumas perguntas simples: o que eu vou falar diz respeito ao problema ou à solução? O que vou falar está estruturado de forma gentil? O que eu tenho a dizer é importante ou não faria a menor diferença se eu mantivesse a boca fechada? Eu estou falando só para me ouvir falar ou existe algum propósito em minhas “palavras sábias”?
Nossas atitudes se expressam em nossas ações. Geralmente, não é o que dizemos, mas como falamos que realmente importa. Ao aprender a falar de maneira mais positiva, percebemos uma melhora em nossas atitudes.


Só por hoje: Eu quero ficar livre da negatividade. Hoje, vou falar e agir positivamente.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

9 de Julho

Nós realmente nos recuperamos!

Agora, sabemos que a velha mentira ‘Uma vez adicto, sempre adicto’ não será mais tolerada, nem pela sociedade nem pelo adicto. Nós nos recuperamos.”
Texto Básico - p.97

De tempos em tempos, ouvimos oradores partilharem que ainda não entendem realmente princípios espirituais. Eles nos dizem que, se soubéssemos o que estava passando em suas mentes, nos surpreenderia o quanto eles ainda são insanos. Eles nos dizem que, quanto mais tempo estão limpos, menos eles sabem sobre qualquer coisa. Logo em seguida, os mesmos oradores nos falam sobre as profundas mudanças que a recuperação fez em suas vidas. Eles mudaram de um completo desespero para uma fé inabalável, do uso de drogas incontrolável para a completa abstinência, da ingovernabilidade crônica para a responsabilidade através do trabalho dos Doze Passos de Narcóticos Anônimos. Qual é a verdadeira história? Nós nos recuperamos ou não?
Podemos pensar que demonstramos humildade ou gratidão ao minimizar as mudanças que a recuperação trouxe a nossas vidas. Verdade, cometemos uma justiça com o programa quando creditamos este milagre a nós mesmos. Mas cometemos injustiça igual - com nós mesmos e com aqueles com quem partilhamos - quando não reconhecemos a grandeza desse milagre.
Nós realmente nos recuperamos. Se nós temos dificuldade em enxergar o milagre da recuperação, melhor olhar novamente. A recuperação está viva e em pleno trabalho em Narcóticos Anônimos - nos mais antigos, nos recém-chegados que lotam nossas reuniões e acima de tudo, em nós mesmos. Tudo o que temos que fazer é abrir nossos olhos.

Só por hoje:Eu vou reconhecer o milagre de minha recuperação e ser grato por tê-la encontrado."

quinta-feira, 8 de julho de 2010

8 de Julho

A palavra "Deus"

“É importante você saber que vai ouvir falar em Deus nas reuniões de NA. Nós nos referimos a um Poder maior do que nós, que torna possível o que parece impossível.”
IP nº22 - Bem vindo a NA

A maioria de nós chega a NA com uma variedade de preconceitos sobre os significados da palavra “Deus”, muitos deles negativos. Contudo a palavra “D” é usada com muita regularidade em NA, senão constantemente. Isso ocorre 92 vezes nas primeiras 117 páginas de nosso Texto Básico, e aparece notavelmente em um terço de nossos Doze Passos. Em vez de fugir da sensação que muitos de nós sentimos em relação à palavra, vamos em frente.
É verdade que o Programa de Narcóticos Anônimos é espiritual. Nossos Doze Passos oferecem uma maneira de nos libertarmos da adicção através da ajuda de um Poder espiritual maior do que nós. O Programa, entretanto, não nos diz nada sobre o que devemos pensar a respeito deste Poder. De fato, repetidas vezes em nossa literatura, em nossos passos e em nossas reuniões, ouvimos dizer “o Deus de nossa compreensão” - qualquer que seja essa compreensão.
Usamos a palavra “Deus” porque é usada em nosso texto Básico e porque comunica mais efetivamente para a maioria das pessoas um entendimento básico de um Poder intrínseco à nossa recuperação. A palavra, usamos por motivo de conveniência. O Poder por trás da palavra, entretanto, usamos por algo mais que conveniência. Usamos esse Poder para nos manter livres da adicção e para asegurar nossa recuperação contínua.

Só por hoje:Acreditando em “Deus” ou não, eu vou usar esse Poder que me mantém limpo e livre." 
 
(WAGNER) "Se agarre no sentido das palavras não na palavra escrita em sí"

quarta-feira, 7 de julho de 2010

7 de Julho

Deus, uns nos outros

“Um aspecto de nosso despertar espiritual surge através da nova compreensão de nosso Poder Superior que desenvolvemos, compartilhando a recuperação de outro adicto.”
Texto Básico - p.57

Ouvimos dizer que geralmente vemos Deus mais claramente uns nos outros. Vemos a verdade disso quando praticamos o Décimo Segundo Passo. Quando levamos a mensagem de recuperação para outro adicto, percebemos a presença de um poder maior do que nós mesmos. À medida que vemos a mensagem se manifestando, percebemos algo singular: a mensagem é que traz a recuperação e não o mensageiro dela. Um Poder Superior, e não nosso próprio poder, é a fonte das mudanças que começam quando levamos a mensagem para o adicto que ainda sofre.
Enquanto a mensagem faz seu trabalho, transformando a vida de outro adicto, vemos o Poder Superior em ação. Observamos como aceitação e esperança substituem negação e desespero. Diante de nossos olhos os primeiros traços de honestidade, mente aberta e boa vontade começam a aparecer. Alguma coisa está acontecendo interiormente nesta pessoa, algo maior e mais poderoso que qualquer um de nós. Estamos vendo o Deus que viemos a compreender funcionando na vida de outra pessoa. Vemos o Poder Superior neles. E sabemos mais do que nunca que este Poder Superior está em nós também, como a força que dirige nossa recuperação.

Só por hoje: enquanto eu levo a mensagem de recuperação para outros adictos, vou tentar prestar atenção no poder por trás dessa mensagem. Hoje, enquanto observo outros adictos em recuperação, vou tentar reconhecer Deus neles para que possa reconhecer melhor deus em mim."

terça-feira, 6 de julho de 2010

06 de Julho

Sinto Muito

“O mais importante é que [o Oitavo Passo] nos ajuda a criar uma consciência de que estamos, aos poucos, ganhando novas atitudes em relação a nós mesmos e no trato com as outras pessoas.”
Texto Básico - p.42

Dizer “sinto muito” provavelmente não é uma idéia estranha para a maioria de nós. Em nossa adicção ativa, esta pode ter sido uma frase bastante familiar. Estávamos sempre dizendo às pessoas o quanto estávamos arrependidos, e provavelmente ficamos profundamente surpresos quando alguém, cansado de nossas desculpas sem fundamentos, respondeu: “Você com certeza está sentido. De fato, você é que é lastimável...” Esta pode ter sido nossa primeira pista de que um “sinto muito” não fez realmente nenhuma diferença para aquelas pessoas que machucamos, especialmente quando ambos sabíamos que faríamos a mesma coisa de novo.
Muitos de nós pensam que fazer reparações seria um outro “sinto muito”. Entretanto, as atitudes que tomamos nesses passos é inteiramente diferente. Fazer reparações significa fazer mudanças e, sobretudo, corrigir a situação. Se roubamos dinheiro, não dizemos simplesmente: “Sinto muito. Eu nunca mais vou fazer isso de novo, agora que estou limpo”. Devolvemos o dinheiro. Se fomos negligentes ou maltratamos nossos familiares, não nos desculpamos. Começamos a tratá-los com respeito.
Reparar nosso comportamento e a forma como tratamos os outros é todo o propósito do trabalho dos passos. Não podemos mais, simplesmente, dizer “estamos arrependidos”; somos responsáveis.

Só por hoje: Eu aceito a responsabilidade por mim e por minha recuperação. Hoje, vou reparar alguma coisa sobre a qual eu sinta muito."

segunda-feira, 5 de julho de 2010

05 de Julho

Explorando Opções Espirituais

“A natureza da nossa crença irá determinar a maneira como oramos e meditamos.”
Texto Básico - p.48

Como oramos? Para cada membro de NA, este é um profundo problema pessoal. Muitos de nós descobrimos que, com o tempo, desenvolvemos uma maneira de orar e meditar baseando-nos no que aprendemos com os outros e no modo como nos sentimos confortáveis.
Alguns de nós chegam ao NA com a mente fechada em relação a um Poder maior que nós mesmos. Mas, quando nos sentamos com nosso padrinho/madrinha e discutimos nossas dificuldades, olhando o segundo passo com profundidade, ficamos satisfeitos em descobrir que podemos escolher qualquer conceito que nos atraia de um poder Superior.
Assim como a definição de um Poder maior do que nos difere de adicto para adicto, nossa maneira de alcançar um “contato consciente” também difere. Alguns freqüentam religiões; outros celebram cantando; uns se sentam calmamente ou falam qualquer coisa; alguns encontram uma conexão espiritual conversando com a natureza. A “forma certa” de orar é qualquer forma que nos ajude a melhorar o contato consciente com nosso Poder Superior.
Perguntar aos outros como eles encontraram orientação espiritual é um bom começo. Ler a literatura antes de entrar em períodos de meditação também pode nos ajudar. Muitos já entraram antes de nós nesta procura. Ao procurar crescimento espiritual, podemos nos beneficiar grandemente da experiência deles.






Só por hoje: Eu vou explorar minhas opções para melhorar o contato consciente com o Deus da minha compreensão."

4 de Junlho

Conflito

“Aprendemos que os conflitos são parte da realidade, e aprendemos novas maneiras de resolvê-los, em vez de fugir deles.”
Texto Básico - p.99

De tempos em tempos, nós todos experimentamos conflitos. Pode ser que não consigamos nos ajustar com aquele novo colaborador. Talvez nossos amigos estejam nos deixando loucos. Ou talvez nosso parceiro não esteja correspondendo a nossas expectativas. Lidar com qualquer conflito é difícil para adictos em recuperação.
Quando os ânimos se exaltam, geralmente é uma boa idéia se afastar da situação até que as cabeças esfriem. Podemos sempre dar continuidade a uma discussão quando estivermos mais calmos. Não podemos evitar situações problemáticas, mas podemos usar o tempo e a distância para achar uma perspectiva melhor.
Conflito é parte da vida. Não podemos passar nossa recuperação inteira sem encontrar discórdia e diferenças de opinião. Algumas vezes podemos nos afastar dessas situações, ganhando tempo para refletir sobre elas, mas sempre chega uma hora em que os conflitos precisam ser resolvidos. Quando chega esta hora, respiramos fundo, fazemos uma oração e aplicamos os princípios que nosso programa nos tem dado: honestidade, mente aberta, responsabilidade, perdão, confiança e todo o resto. Nós não ficamos limpos para continuar fugindo da vida - e em recuperação não precisamos mais fugir.

Só por hoje: Os princípios que o programa tem me dado são suficientes para me guiar em qualquer situação. Eu vou tentar enfrentar seriamente os conflitos de uma forma saudável." 
 Wagner!!!
"Acorde saia e enfrente seus conflitos  tenha coragem"

3 de julho

Momentos de silêncio

“Muitos de nós descobriram que momentos de silêncio,
reservado para nós mesmos, ajudam-nos a entrar em
contato consciente com o nosso Poder Superior“.

Texto Básico, p. 103


A maioria de nós não dá o devido valor ao contato consciente com um Poder Superior. Quantos de nós dedicamos tempo, consistentemente, para progredir nesse contato consciente? Se ainda não estabelecemos um regime regular de oração e meditação, hoje é o dia para começar.
“Um momento de silêncio” não precisa ser longo. Muitos de nós achamos que vinte a trinta minutos é o suficiente para nos acalmar, focalizar nossa atenção em uma leitura espiritual, partilhar nossos pensamentos e preocupações na oração e dedicar alguma tempo para ouvir uma resposta da meditação. Nosso “momento de silêncio” não precisa ser prolongado para ser eficiente, desde que seja consciente. Se dedicarmos vinte minutos uma vez por mês para orar, irá adiantar muito pouco, além de nos frustramos com a pouca qualidade do nosso contato consciente. Entretanto, se tirarmos vinte minutos todo dia, renovaremos e reforçaremos um contato vivo já existente com nosso Poder Superior.
Com as idas i vindas de um dia de recuperação de um adicto, muitos de nós passam o dia inteiro sem tirar um tempo para melhorar nosso contato consciente com o Deus de nossa compreensão. Entretanto, se dispusermos de um tempo em particular todo o dia e fizermos um “momento de silêncio”, poderemos ter certeza de que nosso contato consciente vai melhorar.


Só por hoje: Eu reservarei alguns momentos, depois de terminar a leitura de hoje, para orar e meditar. Esse será o começo de um novo modelo para minha recuperação.

2 de julho

Comparando

“Nossas histórias pessoais podem variar no padrão individual,
mas no fundo todos temos a mesma coisa em comum”.

Texto Básico, p. 95


Nós adictos somos bastante diversos, vimos de diferentes origens, usamos drogas diferentes e lembramo-nos de experiências diferentes. Nossas diferenças não desaparecem na recuperação; para alguns, essas diferenças são ainda mais notadas. A liberdade em face de nossa adicção ativa nos dá liberdade para ser nós mesmos, como verdadeiramente somos. O fato de estarmos todos em recuperação não quer dizer que tenhamos as mesmas necessidades ou objetivos. Cada um de nós tem suas próprias lições para aprender em recuperação.
Com tantas diferenças de um adicto para outro, como é que nós ajudamos uns aos outros em recuperação e como é que nós usamos nossas experiências mútuas? Nós nos unimos para partilhar nossas vidas à luz dos princípios da recuperação. Apesar de nossas vidas serem diferentes, os princípios espirituais que praticamos são os mesmos. É pela luz desses princípios, brilhando através de nossas diferenças, que nos iluminamos uns aos outros, na direção de nossos caminhos individuais.
Todos temos duas coisas em comum: adicção e recuperação. Quando escutamos com cuidado, ouvimos outros companheiros falarem do sofrimento da mesma doença que nós sofremos, indiferentemente das origens de cada um. Quando abrimos nossas mentes, ouvimos outros adictos falarem sobre princípios espirituais que prometem esperança para nós, independente de nossos objetivos pessoais.


Só por hoje: Eu tenho meu próprio caminho a seguir, ainda que esteja grato pelo companheirismo de outros adictos que sofreram da adicção e estão aprendendo os princípios da recuperação, exatamente como eu.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

1 de Julho

Um Programa Simples

“O programa é simplesmente partilhar, trabalhar os Doze Passos, ir às reuniões e praticar os princípios da programação.”
Texto Básico - p.188

Nossas vidas complicadas podem se tornar muito menos complicadas se nós nos concentrarmos em algumas coisas simples - partilhar nossa experiência, força e esperança com os outros; ir às reuniões com regularidade e praticar os princípios do programa diariamente em nossas vidas.
Partilhando nossa experiência, força e esperança com outros adictos, nós transmitimos aos recém-chegados um exemplo forte a ser seguido. O esforço que nós fazemos para ajudar os outros também ajuda a encurralar o egocentrismo, núcleo de nossa doença.
Muitos de nós escolhem um grupo - um grupo de escolha - no qual assistimos às reuniões religiosamente. Essa regularidade dá uma rotina para nossas vidas e permite que outros companheiros saibam onde podem nos encontrar se precisarem de ajuda.
Praticar os Doze Passos em nossa vida diária faz a diferença entre uma recuperação equilibrada e simplesmente não usar. Os passos nos dão um encaminhamento necessário de nossas tarefas do dia-a-dia.
Sim, nós somos pessoas complicadas. Mas o Programa de NA simplifica nossas vidas, nos capacitando a viver uma vida livre da adicção ativa. Nossas vidas podem ser preenchidas com serenidade e esperança quando vivemos de acordo com os princípios simples de nosso programa.

Só por hoje: Eu me lembrarei de que, sendo uma pessoa complicada, o NA é a maneira mais simples de tornar minha vida menos complicada."